Especialidades médicas

Obstetrícia

Obstetricia

A obstetrícia é a área responsável pela reprodução humana que investiga a gestação, o parto e o puerpério, nos seus aspectos fisiológicos e patológicos, cuidando do atendimento à gestante no período de pré-natal e parto.

Visando à normalidade no nascimento e a qualidade da saúde da mulher e do bebê e fornecendo confiança para a gestante, a obstetrícia presta assistência no pós-parto durante o período neonatal, os primeiros 28 dias de vida do bebê. Por isso, é extremamente importante as visitas regulares ao obstetra, que possui a capacidade de observação, organização e responsabilidade com os cuidados com a saúde e bem-estar das mães e dos filhos.

Parto natural
parto natural

O parto natural, mais conhecido como normal, é considerado o mais seguro para a mãe e para o bebê, não comprometendo o futuro reprodutivo da mulher, como acontece com a repetição das cesáreas.

Muitas mulheres têm medo da dor que possa sentir ao dar à luz, mas, é possível ter um parto normal completamente sem dor, através da anestesia epidural ou recorrendo a outros métodos não farmacológicos, como banho de imersão, caminhar, massagens e acupuntura.

O parto normal traz benefícios para todos. Durante, a mãe produz os hormônios oxitocina, que estudos indicam ser capaz de proteger o recém-nascido de danos no cérebro e ajudar no amadurecimento cerebral, e prolactina, que favorece a amamentação. A saída pelo canal vaginal - e não pela barriga, como na cesariana - provoca uma compressão do tórax do bebê. Isso o ajuda a eliminar todo o líquido amniótico das vias respiratórias, aliviando desconfortos respiratórios.

Quando não há condições de saúde que necessitem a realização de uma cesárea, a mãe e o bebê estarão bem em um parto normal e há toda uma equipe capacitada no hospital para dar assistência à mãe.

Benefícios

  • - Tem o menor índice de bebês prematuros e de alterações respiratórias em recém-nascidos.
  • - Favorece a produção de leite materno.
  • - Os laços sentimentais da mãe com o bebê ocorrem com maior facilidade.
  • - A recuperação da mãe é mais rápida, havendo uma frequência menor de complicações, como hemorragia, infecção puerperal e dor após o parto.
  • - Durante o trabalho de parto, a mulher tem liberdade de movimentos e pode escolher a posição mais confortável para o parto.
  • - A perda de sangue é menor que no parto cesárea, já que não é preciso realizar cortes grandes e profundos.

Riscos da cesariana

Atualmente, no Brasil, o percentual de partos cesáreos chega a 84% na saúde suplementar. Na rede pública, este número é menor, de cerca de 40% dos partos. O Ministério da Saúde alertou que a cesariana, quando não há indicação médica, causa riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê.

Pré-natal
Pré-natal

O pré-natal é a assistência prestada à gestante durante os nove meses de gravidez, visando evitar complicações para a mãe e o bebê nesse período e no momento do parto.

Durante a gravidez, os pais podem escolher fazer o exame pré-natal, diagnósticos para verificar a formação do bebê. Podemos, em alguns casos, diagnosticar e tratar de diversas doenças e complicações que podem trazer o parto prematuro ou até mesmo o aborto.

Mesmo que o número de consultas varie de acordo com cada gestante, em geral, a paciente é orientada a retornar ao consultório mensalmente até o sétimo mês de gravidez. No oitavo, as consultas são quinzenais e a partir do nono, o encontro passa a ser semanal.

Durante o pré-natal são realizados os seguintes procedimentos e exames: medição da pressão arterial; verificação do peso; ausculta dos batimentos cardíacos do feto, ultrassonografia e solicitações de exames diversos como laboratoriais, de imagens, entre outros.

Gestação tardia
Gestação tardia

Durante o pré-natal são realizados os seguintes procedimentos e exames: medição da pressão arterial; verificação do peso; ausculta dos batimentos cardíacos do feto, ultrassonografia e solicitações de exames diversos como laboratoriais, de imagens, entre outros.

Ocorre que, quanto mais tarde acontecer a gestação, maior é a dificuldade de fertilização devido à queda no número e envelhecimento dos óvulos. Sem contar que, a produção de hormônios relacionados com a fertilidade ainda pode ser alterada pelo estresse, afetando o ciclo menstrual e a ovulação.

Mesmo que a hipertensão, diabetes e sobrepeso, aliados à má qualidade dos óvulos depois dos 40 anos, sejam agravantes, todos esses fatores não impedem que a gestação seja tranquila. Mas, se a futura mãe tiver a seu favor boa saúde, peso adequado, boa alimentação, vida saudável e cuidados pré-natais, as perspectivas de uma gestação sem riscos são as mesmas de uma gestante mais jovem.

O Dr. Renato Nisenbaum explica que é fundamental tomar o ácido fólico por no mínimo três meses antes de engravidar e até o terceiro mês de gestação. "Essa simples atitude diminui consideravelmente o risco de defeitos no fechamento do tubo neural (anencefalia e espinha bífida)", explica.

Diabete gestacional
Diabete gestacional

Algumas mulheres desconhecem o assunto, mas a diabete gestacional pode aparecer na gravidez devido ao aumento de açúcar no sangue. O problema, que afeta cerca de 7% das mulheres, aparece depois do segundo trimestre e, uma vez diagnosticado, persiste até o fim da gestação.

O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher. Não é comum a presença de sintomas. Por isso, é recomendável que todas as gestantes pesquisem como está a glicose em jejum e, mais importante, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose. Com frequência, o nível de açúcar no sangue volta ao normal após o parto.

São considerados fatores de risco para o diabetes gestacional: idade materna mais avançada, ganho de peso excessivo durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, síndrome dos ovários policísticos, história prévia de bebês grandes (mais de 4 kg), história familiar de diabetes em parentes de 1º grau, história de diabetes gestacional na mãe da gestante, hipertensão arterial sistêmica na gestação e gestação gemelar.

Doenças hipertensivas na gravidez
Doenças hipertensivas na gravidez

A hipertensão arterial é a doença, que com mais frequência, se manifesta na gravidez. Ela se diferencia da hipertensão crônica, aquela do dia-a-dia, por ter começo e fim.

A pressão da mulher fica acima de 14/9 entre o período da 20ª semana de gestação e oito semanas após o parto, e se não tratada, pode evoluir para três níveis: pré-eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome de Hellp, que quer dizer: hemólise (H, hemolytic anemia), enzimas hepáticas (EL, elevated liver enzymes) e baixa contagem de plaquetas (LP, low platelet count), que são as principais características da síndrome.

A pré-eclampsia é caracterizada pelo aparecimento da hipertensão, edema e proteinúria após 20 semanas. Quando não é possível o tratamento, ocorre uma evolução chamada eclampsia, manifestadas por crises convulsivas. Já a síndrome de Hellp é a mais grave, tendo como sintoma a hemorragia.

O maior cuidado para a gestante não ter uma gravidez de alto risco e com doenças hipertensivas é ter uma vida saudável antes de engravidar e realizar um acompanhamento frequente com o obstetra.

Incompetência do colo do útero
Incompetência do colo do útero

A incompetência do colo do útero é um defeito do canal cervical que perde, ou não tem a capacidade de suportar o peso da gravidez sem se dilatar.

Na gestação normal, o colo do útero permanece firme e fechado até as últimas semanas, quando começa a esvaecer e dilatar, preparando-se para dar passagem ao bebê no parto vaginal.

Ter incompetência significa que o colo do útero é mais fraco que o normal, ou que sempre foi mais curto, dilatando e afinando sem que haja contrações, só pelo peso do bebê. O grande problema é que a dilatação pode acontecer rápido demais e o bebê nascer muito antes do tempo, ainda no segundo trimestre, quando não há condições de sobreviver fora da barriga, o chamado aborto espontâneo tardio. Ou então o parto pode acontecer já no terceiro trimestre, mas o bebê ainda é muito prematuro (com menos de 32 semanas de gravidez), o que pode causar problemas à saúde dele.

A importância no acompanhamento pré-natal para diagnosticar este problema grave, está no fato de podermos evitar o parto prematuro e/ou o aborto tardio através de medidas medicamentosas ou cirúrgicas.

Náuseas na gestação
Náuseas na gestação

Os famosos enjoos e vômitos na gravidez são os primeiros sintomas que as mulheres costumam sentir. Na maioria das vezes, são desagradáveis, passageiros, mas acabam provocando desidratação, perda de peso e, em alguns casos, necessidade de internação hospitalar.

A causa das náuseas não é clara. Diversas teorias têm sido propostas, embora nenhuma tenha sido definitivamente comprovada. Aumento dos níveis hormonais, desaceleração do movimento do estômago e os fatores psicológicos, são as explicações mais comuns.

A evolução está diretamente relacionada com os níveis sanguíneos de beta-HCG: quanto mais alto estiverem, maior a intensidade dos sintomas.

Mas se você quer saber como aliviar os sintomas, evite perfumes, suplementos vitamínicos e os alimentos que disparam os enjoos, principalmente os gordurosos ou muito condimentados.

Gestação gemelar
Gestação gemelar

A gravidez é uma fase única na vida de um casal que está aumentando a família, e ainda mais, quando descobre que são dois.

Desejada por muitos, a gravidez de gêmeos pode ocorrer por fatores genéticos, hereditários e até por inseminações. Mas, além da alegria em dobro, é importante que as mães saibam que outros aspectos também vêm multiplicados, como os enjoos, o peso e os riscos.

A gestação gemelar possui características particulares e implica em cuidados redobrados por parte da gestante e do médico. Dificilmente atinge as quarenta semanas, já que a capacidade de distensão do útero vai até certo ponto. Por isso, a maioria dos partos são cesárias.

Muitos fatores fazem da gestação de gêmeos ser considerada de risco, por isso, o acompanhamento pré-natal além de ser extremamente necessário, deve ser mais rigoroso, sendo um dos objetivos desse acompanhamento médico fazer a gestação se estender o máximo possível. Exames de ultrassonografia e hemogramas também devem ser mais frequentes, pois a mãe de gêmeos está mais sujeita a anemia, diabetes gestacional, hipertensão, enjoos e falta de ar.

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