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Reposição Hormonal

Reposição Hormonal

É por volta dos 48 a 51 anos de idade que as mulheres começam a entrar na menopausa, fase em que o ovário deixa de produzir hormônios – principalmente o estrogênio e a progesterona -, fazendo com que as mulheres deixem de menstruar. Nesse processo de transição, algumas apresentam sintomas desconfortáveis, como alteração de humor, perda de massa muscular, as famosas ondas de calor, entre outros sintomas que aparecem de repente e causam muitos transtornos.

Para amenizar este desconforto, um dos tratamentos aconselhados é a reposição hormonal. “O tratamento só é aconselhado após a avaliação de cada paciente, uma vez que nem todas podem fazer”, explica o Dr. Renato Gil Nisenbaum, médico com especialização em ginecologia e obstetrícia.

De acordo com o profissional, o principal benefício do tratamento é a qualidade de vida, ou seja, não se trata de um tratamento antienvelhecimento. “Apesar de melhorar muito a qualidade de vida das pacientes, mulheres com antecedente de câncer ginecológico e nas mamas não são aconselhadas a fazer.

Além delas, pacientes com trombofilias – que são as doenças que aumentam o risco de trombose -, e pacientes com doenças no fígado também devem evitar a reposição hormonal”, ressalta Nisenbaum.

Para quem é indicado, o tratamento, explica o ginecologista, inicia-se no período próximo ao término definitivo da menstruação e é realizado com a ingestão diária de comprimidos por via oral. “Há também a possibilidade de realizar o tratamento com uso de gel transdérmico, e com cremes de uso via intravaginal”, esclarece o especialista.

O procedimento, no entanto, não é feito para sempre. “Ele dura, em média, três anos. O tempo dependerá de como a paciente irá se adaptar ao tratamento, e da persistência dos sintomas”, pondera o médico, explicando que durante todo o período, o paciente deve se manter sob vigilância do ginecologista, que é quem estará atento a todas as situações ou reações que possam aparecer.

Apesar de ter como indicação a amenização dos sintomas da menopausa, o tratamento ainda é fonte de muitas polêmicas. Isso porque alguns estudos, como o da Woman´s Health, realizado em 2002 com 27 mil voluntárias americanas, revelam que a reposição hormonal aumenta os riscos de câncer de mama, infarto e derrame.

“É importante enfatizar que esse tratamento é indicado cuidadosamente, caso a caso”, reitera o ginecologista, destacando que o tratamento visa o bem-estar. “Algumas pesquisas associam o tratamento a um aumento no risco de câncer das mamas e trombose, mas isso é analisado individualmente. É importante ressaltar que esse tratamento também pode desencadear dores de cabeça ou até mesmo dores na mama”, finaliza o especialista.

Caso tenha interesse em conhecer esse e outros tratamentos para a amenização dos sintomas da menopausa, consulte o seu ginecologista. Somente ele poderá prescrever o tratamento correto e mais eficaz para você.

 

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Entrevista concedida para:  Bel Com em Revista

 

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